Madeira no chão
Galho vergado guarda energia: cortes rasos no lado de dentro, a cada 1 a 1,5 diâmetro, e nunca dois operadores no mesmo galho.
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Técnicas de corte. Faixa 10 de 11: Madeira no chão.
Imagine o fim de uma remoção. O tronco já está no chão, atravessado num terreno em declive, apoiado nas duas pontas, com o meio solto no ar. Embaixo dele, uma arvoreta ficou vergada, curvada como um arco. Falta traçar tudo em toras para carregar o caminhão. O operador escolhe o primeiro corte: por cima, no meio do vão, parado do lado de baixo da ladeira. A serra entra na madeira, e o corte começa a fechar sobre a corrente.
A sua serra avisa nos primeiros centímetros. Se o corte fecha, a compressão está em cima, e a corrente vai ficar presa. Se o corte abre, a compressão está embaixo. É o teste do corte do Serviço Florestal americano: comece por cima e observe. Por isso o primeiro corte vai só até cerca de um terço do diâmetro, e você termina pelo outro lado. E repare onde o operador está na cena: do lado de baixo da ladeira, exatamente onde a tora vai rolar.
Mas por que a madeira trava a serra? Porque a tora apoiada não está em repouso: o peso a curva. O lado de dentro da curva está sendo apertado, é a compressão. O lado de fora está sendo esticado, é a tração. Qual dos dois lados se corta primeiro, e o que muda quando a tora é grossa ou encosta no chão?
Sempre o lado da compressão primeiro. Se você corta só o lado da tração, a tora racha antes de o corte acabar. Com a compressão em cima, corte de cima até cerca de um terço do diâmetro e termine por baixo. Com a compressão embaixo, corte por baixo até cerca de um terço, ou até a serra começar a prender, e termine por cima, encontrando o primeiro corte. A Husqvarna ainda lembra: avalie a tensão antes, e observe a tora durante o corte, porque você pode ter lido errado.
Na tora grossa com compressão embaixo, a Husqvarna descreve 4 passos: corte o lado oposto, corte um pouco por cima, corte por baixo até cerca de um terço, ou faça um corte de penetração se a tora encosta no chão, e termine por cima. E se, mesmo assim, a serra prender no meio do corte? O que se faz com a máquina presa, e quantas pessoas podem trabalhar na mesma tora?
Serra presa: desligue, puxe com cuidado e, se não sair, abra o corte com cunha ou alavanca. Melhor ainda é não deixar prender. Com compressão em cima, ponha duas cunhas, nas posições de 10 e de 2 horas; com travamento de lado, corte primeiro o lado comprimido; e, mesmo sem travamento aparente, ponha cunha. No corte de penetração, nunca comece com a ponta da barra, pelo risco de rebote; comece com a parte de baixo da ponta. E vale a regra irlandesa: um tronco, um operador, com pelo menos 5 metros entre trabalhadores.
Agora, o declive da cena. A OSHA, o órgão de segurança do trabalho dos Estados Unidos, manda desgalhar e traçar sempre do lado de cima de cada árvore ou tora, onde se espera que ela role ou deslize. A Husqvarna diz o mesmo e acrescenta: fique de lado em relação ao corte, porque a tora pode pular ou voltar. O operador da cena estava parado no pior lugar possível.
O Serviço Florestal resume numa frase: nunca termine um corte do lado de baixo da tora. Em ladeira forte, calce o lado de baixo com um bloco de cerca de 30 centímetros, e trabalhe pronto para recuar. Depois, o peso. Como na faixa do desmonte, uma tora de 60 centímetros por 1 metro de folhosa densa pesa cerca de 300 quilos: não é carga para o braço. Use gancho de celulose, tenaz, gancho de virar e picareta de toras, e faça pilhas manuais de no máximo 1 metro de altura, nunca em barranco à beira da estrada. Isso tudo é leitura de campo; a mão se forma com instrutor, prática e a capacitação da NR 12.
Resta a arvoreta vergada embaixo do tronco. É o galho em mola. Um galho ou uma arvoreta presa e vergada pode armazenar uma quantidade tremenda de energia, diz o Serviço Florestal, e a recomendação começa por cortar só se for necessário. Os galhos laterais de uma árvore caída entram na mesma conta: podem voar para fora, e ficam por último. Então, se precisar cortar, onde e como se alivia essa mola?
Trace uma linha vertical a partir da base e uma horizontal a partir do topo da curva. Do cruzamento, projete uma linha a 45 graus até o galho: ali é o ponto de alívio. Faça cortes rasos no lado de dentro, o da compressão, até o galho mexer ou a serra prender. Recue e faça outro igual, a uma distância de 1 a 1,5 vez o diâmetro, alternando para o meio. Cada corte libera energia. Prefira serra pequena ou serrote, e nunca dois operadores no mesmo galho. Uma variante canadense começa os cortes rasos pela base e termina com um corte de alívio do lado de fora, sempre com você de lado, fora do caminho.
Para levar: Um. Leia a tora antes de cortar e corte primeiro o lado da compressão, até cerca de um terço, observando se o corte fecha ou abre. Dois. Em declive, trabalhe do lado de cima e nunca termine o corte do lado de baixo. Três. Galho em mola se alivia com cortes rasos no lado de dentro, de 1 a 1,5 diâmetro de distância, e com um operador só.